FORD FIESTA SEDAN
Bom de dirigir e espaçoso. Se você pretende que seu próximo carro seja assim e ainda faz questão de pagar menos no seguro, comece a pensar em um Fiesta Sedan. O modelo foi lançado em sua nova geração em 2004 e já tem boa oferta no mercado de usados, além de uma aceitação excelente. Seu preço começa em R$ 26.500.
Depois de lançar o novo Fiesta em 2002, a Ford se debruçou sobre a sua versão sedã. Foram mais dois anos de espera até que em setembro de 2004 o modelo foi lançado no mercado brasileiro. Junto com o Fiesta Sedan, a montadora estreou o motor bicombustível no mercado brasileiro.
A carroceria mais alta do Fiesta, que na maioria das vezes não combina com sedãs, não foi problema para os designers da Ford. Com um visual atraente e perfeitamente equilibrado o novo Fiesta Sedan fez esquecer a careta geração anterior, trazida do México entre 2001 e 2002. Media 4,20 metros de comprimento, 30 centímetros a mais do que o hatch, que também era cerca de 80 quilos mais leve.
No interior, nada mudava. O Fiesta Sedan mantinha o mesmo espaço elogiável do hatch para os passageiros da frente e de trás, com a vantagem do porta-malas maior, capaz de carregar 479 litros de bagagem, 174 a mais do que o Fiesta hatch. O nível de acabamento, contudo, continuava somente regular. Por outro lado, o ótimo acerto de motor, suspensão e câmbio presente no hatch não mudou no Sedan.
As novidades também estavam no motor. Além do 1.0 de 65 cavalos de potência, do 1.0 Supercharger - equipado com um compressor volumétrico e 95 cv - o Fiesta Sedan era oferecido com primeiro bicombustível da Ford, o 1.6 Zetec Rocam Flex. Eram 105 cavalos a 5.500 rpm e 14,8 kgfm de torque a 4.250 rpm com gasolina e 111 cv e 15,8 kgfm com álcool nas mesmas rotações.
As versões recebiam os nomes First e Trend. A primeira saía de fábrica com iluminação do porta-luvas, antena no teto, aviso sonoro de luzes acesas, relógio digital, conta-giros, imobilizador antifurto PATS, temporizador do limpador do pára-brisas, cinto de segurança dianteiro com ajuste de altura, banco traseiro bipartido 60/40, encostos de cabeça traseiros e novas calotas parafusadas.
Já o Fiesta Trend adicionava direção hidráulica, abertura elétrica do porta-malas, vidros elétricos dianteiros com acionamento e um toque para o motorista, banco do motorista com ajuste de altura, luz de cortesia com temporizador, piscas traseiros com lente fumê, velocímetro e conta-giros com aros metálicos, maçaneta interna das portas com pintura metálica e itens pintados na cor do veículo (maçaneta do porta-malas, molduras laterais e espelhos retrovisores).
Como opcionais podiam receber, ar-condicionado, aquecedor, direção hidráulica (First), travas elétricas com travamento automático e com controle remoto, desembaçador do vidro traseiro, luz elevada de freio, além de airbag duplo, alarme antifurto, farol de neblina, freios ABS, rodas de liga leve, trava com controle remoto e travamento automático das portas a partir de 15 km/h, vidros elétricos dianteiros e traseiros com acionamento a um toque, fechamento automático e temporizador após o corte da ignição.
O motor 1.0 Flex chegou somente em agosto de 2006. Tinha potência máxima de 73 cv com álcool e 71 cv com gasolina, ambos a 6.000 rpm. O torque era de 9,1 kgfm com gasolina e 9,3 kgfm com álcool, sempre a 4.750 rpm. Os pacotes de equipamentos e versões não mudavam e o motor 1.0 Supercharger deixava de ser oferecido.
Logo depois, no início de 2007, o Fiesta Sedan passava por uma reestilização na dianteira juntamente com o hatch. A Ford abandonou o estilo "New Edge" e partiu para o "Kinetic" (cinético) que, de acordo com a montadora, passa a impressão de "energia em movimento". Na frente, o Fiesta exibia novos faróis, maiores e mais angulosos. Dentro havia dois refletores - no modelo antigo havia somente um - e a luz de direção foi deslocada para cima.
A grade era retangular, ficou maior e o capô tinha novos vincos. O pára-choque também ganhou traços renovados com entradas de ar maiores na parte inferior. Nas laterais, a única diferença eram as calotas e as rodas de alumínio, ambas com novos traços. Atrás, nada mudava no Sedan.
O interior também foi alvo de mudanças. O painel ganhou um novo console central, com comandos redesenhados e um CD-Player semelhante ao do EcoSport. Os difusores de ar eram novos e ficavam em posição mais baixa. Os mostradores mudaram e o marcador de combustível voltava a ser analógico e não mais digital. O painel e os bancos tinham dois tons, com revestimento em tecido nas portas.
Eram três pacotes diferentes de equipamentos opcionais. O mais simples era o First, que contava com limpador e desembaçador do vidro traseiro, frisos laterais nas portas, terceira luz de freio e preparação para som. O Trend adicionava banco do motorista com regulagem de altura, cinto de segurança traseiro retrátil, painel em dois tons, console central com porta-objetos e espelhos, frisos e maçanetas pintados na cor da carroceria.
Já a topo Class incluía conjunto elétrico, ar-condicionado, direção hidráulica, sendo que os dois últimos equipamentos podiam ser adquiridos à parte em qualquer uma das outras versões. Sistema de som, alarme, rodas de alumínio, freios ABS e airbag duplo estavam disponíveis como opcionais somente para o Class 1.6.
Recente no mercado de usados, o Fiesta Sedan tem a vantagem de ser encontrado com quilometragens baixas e em excelente estado de conservação. Para uso urbano, a versão com motor 1.0 dá conta do recado, muito embora seu desempenho não seja o mais vigoroso. Para viajar coma família, a escolha mais conveniente é o Fiesta Sedan 1.6.
Confira abaixo alguns dados técnicos do Fiesta Sedan:
| 1.0 Flex | 1.6 Flex | |
| Consumo Médio | 14 km/l (G); 9 km/l (A) | 14 km/l (G); 9 km/l (A) |
Aceleração |
- | 12,4 s (G); 11,7 s (A) |
| Velocidade máxima | - | 174 km/h (G); 180 km/h (A) |
Texto: Alberto Polo Junior | Fotos: Renato Araújo
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