Esta é a seção Pit Stop. Aqui você vai encontrar inúmeras dicas de conservação e manutenção, que ajudarão a manter seu carro como novo. Temos certeza que, seguindo nossas dicas, você vai tratar bem de seu carro e rodar com segurança. Regularmente colocaremos novas dicas no ar sobre os mais diferentes componentes. É só acessar e conferir!
Junto com os carros bicombustíveis, chegaram ao mercado inúmeras fórmulas milagrosas que prometem as mesmas facilidades dos modelos de fábrica - abastecer com álcool, gasolina ou qualquer proporção da mistura dos dois. E o Portal Alpini afirma: todas elas são danosas ao motor do seu carro. Os casos de veículos que chegaram à nossas lojas com tais sistemas instalados e com diversos problemas não foram poucos. Sendo assim, a empresa não recomenda estas conversões e não dá garantia ao cliente que fizer a instalação posteriormente à compra.

Os inúmeros produtos disponíveis no mercado funcionam quase todos da mesma forma: na programação da injeção eletrônica. Alguns modelos têm uma central eletrônica própria com uma chave para o motorista escolher entre álcool ou gasolina. Com o combustível selecionado, esta central passa a enviar novos parâmetros para a injeção, alterando o tempo de injeção do combustível (maior no álcool), ponto de ignição, entre outros.
Outra alteração comum é a troca do chip da injeção, o que apenas eleva o tempo de injeção do combustível ao máximo, adequando à utilização do álcool. Por fim, as conversões mais precárias alteram o sensor de temperatura ou até mesmo avançam o ponto de ignição através da correia dentada.

"Se é tão simples transformar um carro para bicombustível, por que nenhuma montadora aplica a mesma fórmula na linha de montagem? Além de perder a garantia, essa conversão tem uma série de limitações. O bico injetor do carro a gasolina tem menor vazão que o do álcool, o que pode afetar o desempenho do automóvel em altas rotações quando o cliente usa 100% álcool no tanque; na programação do gerenciamento, qualquer mudança leva seis meses de testes e não pode ser mudada assim tão simplesmente com um chip, com prejuízo ao nível de emissões e catalisador", afirma o engenheiro de aplicação da Delphi América do Sul, Antonio Brosco.
A falta de combustível em altas rotações, no caso do álcool, empobrece a mistura e gera muito calor, o que pode levar à fundição do cabeçote e derretimento do pistão. Além disso, todas as partes que entram em contato com o álcool hidratado podem sofrer corrosão, devido a maior quantidade de água neste combustível. Bomba de combustível, tubulações, bicos de injeção, velas, entre outros, são comprometidos. O filtro de combustível também sofre com as partículas presentes no álcool e, sobrecarregado, passa a forçar todo o sistema.

"Há também uma deterioração mais rápida dos cabos de vela, das velas em si, tubulações pelas quais passam o combustível e o próprio tanque, que pode até descascar. Estamos trabalhando contra essa picaretagem, não dá para jogar no lixo todo o investimento para atender às emissões de poluentes; para quem estiver interessado faça um rabo de galo - mistura de álcool na gasolina em carros sem preparação para tal - e pronto, o prejuízo será o mesmo. Brasileiro é assim, recorrer a pirataria é um aspecto cultural", diz vice-presidente de powertrain da Bosch, Besaliel Botelho.
Uma conversão para álcool bem feita exige muito mais que somente um chip ou uma central eletrônica à parte. Ela começa com a instalação de bomba de combustível, filtro, bicos injetores, velas e cabos de velas mais resistente à corrosão e próprios para o álcool. Os pistões também são trocados, aumentando a taxa de compressão e, por fim, é instalado um sistema para partida à frio. O custo pode atingir os R$ 2.000,00, conforme o modelo. A escolha é sua.
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