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Alberto Polo Júnior / Fotos: Renato Araújo
Mais uma vez, uma tropa dos mais puros-sangues norte-americanos invadiu Itu, no interior Paulista. A cidade foi sede do 3º Encontro Nacional de Mustangs, realizado pelo Clube do Mustang de São Paulo. Parte dos mais de 100 Mustangs participantes partiu em carreata da capital. O ponto de encontro foi o posto do km 48 da rodovia Castello-Branco. E o "nacional" do nome não foi exagero: havia representantes de vários Estados, como Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O mais distante veio de Recife, Pernambuco.

"Este ano trabalhamos muito forte para melhorar a organização do evento e oferecer mais atrações ao público. Conseguimos atingir nosso objetivo e até superar as expectativas. Um dos pontos fortes do evento foi o Festival do Ronco, que superou nossa expectativa com a galera vibrando com o ronco dos V8 e, principalmente, com o 67 Hardtop vencedor.", comemora Luiz Carlos Perosa, presidente do Clube do Mustang de São Paulo.
Quase todas as gerações do bem sucedido esportivo da Ford estavam presentes. Entre os destaques, a pioneira podia ser vista através de um Hardtop 1964. A segunda geração do Mustang - uma das mais belas - era representada por um belíssimo um GTA 1967 Fastback, além de um não menos sensacional Match 1, também Fastback, de 1969. Da década de 1970, dois Hardtop 1970 e mais dois Mach 1 1972.

A geração contemporânea à crise do petróleo - fabricada de meados da década de 1970 até o início da década seguinte - não estava presente. Descaracterizado, nesta época o Mustang atraía menos consumidores e, consequentemente, colecionadores. Sua sucessora, já com a reestilização apresentada em 1987, apareceu com três conversíveis.
A grande parte dos "cavalos" que chegaram a Itu era da geração de 1995, que chegou ao montes pelas mãos de importadores independentes. Havia para todos os gostos: versões V6 e GT V8, cupês ou conversíveis. Mais recente, a geração lançada em 1999 foi exposta com um conversível. A atual geração, lançada em 2005 e que foi inspirada no modelo 1968, também estava presente na versão GT.

Anabolizados. Ao mesmo tempo em que encanta colecionadores, o Mustang também enfeitiça os preparadores. Amostras do tanto que pode crescer a musculatura de um cavalo eram apreciadas pelo público, estimado em 15.000 pessoas. Uma oficina de São Paulo exibia um GT V8 biturbo 1995 com estimados 1000 cv. Outra empresa, especializada em restauração e personalização, tinha um Hardtop 1970 vermelho e preto e um cupê 1995, amarelo.
O 3º Encontro Nacional de Mustangs também premiou os melhores veículos do evento. Confira quem levou a melhor:
- Melhor Ronco do Motor: 1967 Hardtop - Alessandro Montorso
- Melhor Clássico: 1968 Fastback - Sergio Colle Lopes
- Melhor Moderno: 1995 GT - Douglas
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